| Antônio Torres |
O romancista baiano Antônio Torres foi eleito o
mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras. Ele ocupará a cadeira 23,
que já pertenceu a Machado de Assis e Jorge Amado. A cadeira está vaga desde a
morte de Luiz Paulo Horta, em agosto deste ano. Torres já havia se candidatado
três vezes anteriormente. Em 2011, perdeu a vaga para o jornalista Merval
Pereira, eleito para ocupar a cadeira 31 após a morte de Moacyr Scliar. Desta
vez, durante uma sessão presidida pela acadêmica Ana Maria Machado, Torres foi
eleito com 34 dos 39 votos possíveis, dos quais dois foram em branco e três se
abstiveram.
“Fizeram sorrir uma velha criança! Me sinto feliz
por sentar na cadeira que foi de Jorge Amado, um dos escritores que mais me
apoiaram no começo da carreira, e também de Machado de Assis, de quem sempre fui
leitor. Estou em estado de graça, isso é resultado de uma longa estrada”,
comemorou Torres.
É a primeira vez em dez anos que um romancista é
eleito pela Academia. A última vez que isso aconteceu foi em 2003, quando Ana
Maria Machado e Moacyr Scliar foram eleitos.
“Sou leitora de Antônio Torres há muito tempo, e
amiga dele”, disse Ana Maria Machado. Sobre o fato de não ter entrado nenhum
romancista nos últimos anos, a escritora explica que isso é um reflexo da
mudança no estilo. “É um sinal de que não existem romancistas preponderantemente
romancistas. Os romancistas hoje são ensaístas, jornalistas, tradutores”, disse
a escritor.