Nesta data escolhida para homenagear as mulheres, fazemos um convite à
reflexão. Há muitas e diversas mulheres diferentes em raças,
etnias, idades e classes sociais que contribuíram e
contribuem para o crescimento e o desenvolvimento de nosso país. Não
aproveitar essas contribuições
significa falta de visão política e humana. É retardar os avanços em direção a um
desenvolvimento social da maior amplitude.
Mulheres precisam ter oportunidades e direitos iguais e respeitados. Como afirma a filósofa Hannah Arendt, “a essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos”. Para que isso se concretize, é necessário que olhemos essa diversidade, considerá-la, reconhecê-la e respeitá-la. Só assim poderemos viver em um mundo mais justo e igualitário.
A Academia de Letras de Itabuna - ALITA, nesta dia especial, homenageia todas as mulheres, em especial a grapiúna, tão honrosamente representada por valores que já se foram e se imortalizaram na memória de todos e àquelas que continuam enfrentando desafios e conquistando espaços enaltecendo nossa terra e nossa história.
Mulheres precisam ter oportunidades e direitos iguais e respeitados. Como afirma a filósofa Hannah Arendt, “a essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos”. Para que isso se concretize, é necessário que olhemos essa diversidade, considerá-la, reconhecê-la e respeitá-la. Só assim poderemos viver em um mundo mais justo e igualitário.
A Academia de Letras de Itabuna - ALITA, nesta dia especial, homenageia todas as mulheres, em especial a grapiúna, tão honrosamente representada por valores que já se foram e se imortalizaram na memória de todos e àquelas que continuam enfrentando desafios e conquistando espaços enaltecendo nossa terra e nossa história.
2014

Logo
na primeira vez em que foi indicada, Lupita Nyong'o derrotou grandes
vencedoras do Oscar e faturou a primeira estatueta da carreira com a
personagem Patsey, em "12 Anos de Escravidão".
No seu emocionante discurso, ela fez os agradecimentos de praxe, como para o diretor Steve McQueen e os atores Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender, mas também relembrou que o filme se trata de uma história real.
No seu emocionante discurso, ela fez os agradecimentos de praxe, como para o diretor Steve McQueen e os atores Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender, mas também relembrou que o filme se trata de uma história real.
“Estar aqui me faz
pensar que o momento mais feliz da minha vida veio após tanto sofrimento
de Solomon [Northup, autor da história]. Solomon, obrigado por nos
contar a sua história.”
Ela continuou: “Quando eu olho para esta estatueta, eu lembro de todas as criancinhas. A vocês, não importa onde vocês estejam, os seus sonhos podem se tornar realidade”.
Ela continuou: “Quando eu olho para esta estatueta, eu lembro de todas as criancinhas. A vocês, não importa onde vocês estejam, os seus sonhos podem se tornar realidade”.
MULHERES QUE MUDARAM O RUMO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE
O assunto é polêmico, coberto de
paixões e muitos podem até divergir desta minha lista, parcialmente ou
totalmente. Claro que existem outras tantas que até seria difícil
enumerá-las neste espaço, mas relacionei aqui aquelas que de alguma
forma me tocam mais. Vamos a elas, então:
Cleópatra
É
uma das mulheres mais conhecidas da história mundial por ter sido a
intrigante rainha do Egito. Longe de ser apenas mulher fútil e
entregue aos prazeres mundanos como muitos acreditam, Cleópatra foi
uma grande negociante, estrategista militar, falava 6 idiomas e conhecia
filosofia, ciências, literatura e artes gregas.
Joana D’arc
Ela
foi uma importante personagem da História f rancesa, durante a Guerra
dos Cem Anos , quando seu país enfrentou a rival Inglaterra. Desde
criança ela tinha visões que a aconselhavam entrar para o exército. E
assim ela o fez. Cortou o cabelo bem curto, vestiu-se como homem e foi
lutar na guerra. Em 1430, foi capturada pelos borgonheses que a
venderam para os ingleses. Acusada de praticar feitiçaria, foi condenada
à morte na fogueira.Em 1920, foi transformada em santa da Igreja
Católica.
Rainha Elizabeth I
Seu
reinado foi considerado de paz e prosperidade, comercial e
culturalmente. Ficou conhecida como “a rainha virgem” por nunca ter se
casado. Governando um país dividido por questões religiosas, ela
unificou a Inglaterra ao dominar a nobreza e afastar a Igreja do
governo. Em 1588, abriu de vez o caminho para a Inglaterra se tornar a
maior potência colonizadora do Novo Mundo. Para os ingleses, ela foi
ótima. Já para os colonizados, nem tanto.
Marie Curie
A
física polonesa Maria Skodowska Curie foi uma importante figura
história da Ciência. Ela foi a primeira mulher a ganhar um prêmio
Nobel, ao se destacar como pesquisadora dos fenômenos radioativos. Com
ela, começa a se desenvolver de fato a pesquisa da energia atômica.
Golda Meir
Ela
se dedicou à causa sionista e foi uma das fundadoras do Estado de
Israel, em 1948. Pelas posições que adotou quando primeira-ministra,
em 1969, foi taxada de a "dama de ferro", bem antes do termo ser
adotado para descrever a ex-premiê britânica Margareth Thatcher.
Virginia Woolf
Ela
fez parte do grupo de Bloomsbury, bairro londrino que servia de ponto
de encontro para os intelectuais que questionavam as tradições
literárias, políticas e sociais da era vitoriana, cujos maiores
objetivos eram a verdade, liberdade de expressão, amor pela arte e
respeito à individualidade. Além de ser uma das maiores escritoras de
todos os tempos, Virginia Woolf é reconhecida também como autora de
livros feministas. O primeiro e talvez o mais importante deles é “A
Room of One's Own (Um Teto Todo Seu), escrito em 1929, baseado em
palestras feitas pela autora em colégios para mulheres.
Coco Chanel
Gabrielle
"Coco" Chanel revolucionou a década de 1920. Libertou a mulher
daqueles trajes desconfortáveis e rígidos do final do século 19, ao
estabelecer o conceito da roupa feminina funcional. Além de dar à
mulher um novo look, ela cria a imagem da nova mulher do último
século: independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo.
Angela Davis
Ela
foi uma das mais obstinadas combatentes da discriminação social e
racial durante a década de 1970, nos Estados Unidos. Começou a sua
militância política em 1969, quando era estudante universitária. Em
1970, Davis passou a fazer parte dos Panteras Negras, grupo político e
social de combate ao racismo. Atualmente, ela é professora do
Departamento de História da Universidade da Califórnia.
8 de março de 1857 - o início de tudo
129
operárias foram mortas carbonizadas dentro de uma fábrica têxtil em
Nova Iorque onde trabalhavam, porque organizaram uma greve por melhores
condições de trabalho e contra a jornada de doze horas.
ALGUMAS CONQUISTAS SIGNIFICATIVAS DAS MULHERES BRASILEIRAS
Conquista do direito de estudar o ensino superior
Brasil
As
mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de
ensino superior, mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela
sociedade.
Primeira brasileira a receber um diploma de Medicina
Brasil
Maria Augusta Generosa Estrella (1860 - 1946) foi a primeira mulher do Brasil a receber um diploma de medicina, em Nova Iorque, o que contribuiu para a abertura das faculdades às mulheres no Brasil.
Seu primeiro requerimento para prestar exames na New York Medical College and Hospital for Women não foi aceito, pois a idade mínima era de 18 anos e ela tinha apenas 16.
Mas Maria Augusta não desistiu e uma semana após enviar um segundo requerimento para expressar oralmente seus motivos, seu talento e inteligência foram reconhecidos e então ela foi aprovada.
Embora tenha se formado em 1879, Maria
Augusta teve que esperar completar a maioridade, em 1881, para receber
seu diploma. Ela ainda ganhou uma medalha de ouro pelo melhor
desempenho durante o curso e por sua magnífica tese: Moléstias da Pele.
Estreia da primeira maestrina nacional
Brasil
Chiquinha
Gonzaga estreia como maestrina. A primeira do país com a opereta " A
Corte na Roça " e também dirige a banda da Polícia Militar.
Mulheres brasileiras conquistam o direito de votar
Brasil
O
Governo de Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral pelo
Decreto nº 21.076, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres
brasileiras alfabetizadas.
Nise da Silveira (1905 - 1999) foi uma importante personalidade da psiquiatria brasileira.Interessou-se pelo estudo das pinturas de seus pacientes, sendo estimulada pelo psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica: Carl Gustav Jung. Trouxe os estudos de Jung ao Brasil, tornando-se, assim, a pioneira da psicologia junguiana do país.
Aprovada aos 27 anos num concurso para psiquiatra, em 1933 começou a trabalhar no Serviço de Assistência a Psicopatas e Profilaxia Mental do Hospital da Praia Vermelha.
Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamentos psiquiátricos de sua época, como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia
Durante a Intentona Comunista, após uma denúncia por ter livros marxistas, em 1936 foi presa durante 18 menes no presídio da Frei Caneca, onde conheceu Graciliano Ramos. Nisa Veio a ser uma das personagens do livro do autor: "Memórias do Cárcere".
Tamanho foi seu marco e importância que está sendo produzido um filme sobre sua jornada revolucionária, cujo nome será "Nise da Silveira - A senhora das imagens" e no qual a atriz Glória Pires a representará. O lançamento do longa está previsto para 2013.
Primeira mulher a ser diretora da Escola de Belas Artes
Brasil
Georgina
de Albuquerque (1885-1962) foi pintora e professora. Uma das principais
mulheres a se firmar como artista no início do século XX.
Em 1909, Georgina, com seu quadro Supremo Amor, conquistou menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes. A partir desse momento, seu talento passou a ser reconhecido no âmbito das artes nacionais.
Tamanha era sua importância para as artes, que, em 1952, assumiu a presidência da Escola de Belas Artes, a qual era extremamente conservadora e apresentava restrições até mesmo para as mulheres serem incluídas em seu corpo discente.
Em 1909, Georgina, com seu quadro Supremo Amor, conquistou menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes. A partir desse momento, seu talento passou a ser reconhecido no âmbito das artes nacionais.
Tamanha era sua importância para as artes, que, em 1952, assumiu a presidência da Escola de Belas Artes, a qual era extremamente conservadora e apresentava restrições até mesmo para as mulheres serem incluídas em seu corpo discente.
Nossa primeira deputada federal
Carlota Pereira de Queiroz foi eleita a primeira deputada federal do Brasil.
Nossa primeira senadora
Brasil
Eunice
Mafalda Michiles, nascida em São Paulo, torna-se a nossa primeira
senadora. Em 1992, foi nomeada conselheira do Tribunal de Contas do
Amazonas.
A Constituição Federal garante que homens e mulheres são iguais perante a lei
Brasil
Constituição Federal de 1988 (D. O. U., 05/10/1988)
Artigo 5º da Constituição Federal
Art. 5º.
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
Artigo 5º da Constituição Federal
Art. 5º.
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
Nélida
Cuiñas Piñon nasceu em 1937, no Rio de Janeiro, e é uma importante
escritora brasileira. Em 1996 foi eleita Presidente da Academia
Brasileira de Letras, tornando-se a primeira mulher a ocupar esse posto.
Com suas inúmeras obras em 35 anos de carreira, já recebeu diversos
prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Príncipe de Astúrias – Letras, de
2005. Dentre todos os escritores brasileiros, Nélida Piñon é a primeira
a recebê-lo.
Sancionada a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher
Brasil












